A Confederação Nacional dos Trabalhado res em Segurança Privada (CONTRASP), representada por seu diretor João Soares, participou ativamente da audiência pública realizada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira, 21 de maio de 2025, que debateu o tema: “A importância do porte de arma para vigilantes fora do serviço”.
A audiência teve como objetivo discutir a necessidade da ampliação do porte de arma para os profissionais da segurança privada, garantindo a estes trabalhadores o direito à legítima defesa também fora do horário de expediente. Durante sua fala, João Soares, diretor da CONTRASP, foi enfático ao defender que os vigilantes estão expostos a riscos constantes, mesmo após o término de sua jornada de trabalho, uma vez que são profissionais que lidam diretamente com a proteção de vidas e patrimônios, frequentemente se tornando alvo de represálias por parte de criminosos.
“O porte de arma fora do serviço não é um privilégio, é uma necessidade para garantir a vida desses trabalhado res que contribuem diretamente com a segurança da sociedade. Mas não basta apenas discutir o porte: é fundamental que também seja feita a renovação e modernização do armamento utilizado pela categoria. Hoje, o poder bélico dos criminosos é muito superior às armas usadas pelos vigilantes. Estamos lidando com uma defasagem que coloca em risco não apenas os profissionais, mas também a própria eficácia da atividade de segurança privada. Nossa categoria precisa e merece ser tratada com o mesmo respeito e dignidade que é dado às forças de segurança pública, porque, além dos riscos diários, os vigilantes enfrentam constantes episódios de desacato e desrespeito no exercício de suas funções”, destacou João Soares.
O debate foi conduzido pelo deputado Coronel Ulysses (União-AC), autor do Projeto de Lei 1127/23, que propõe conceder o porte de arma de fogo de propriedade particular aos vigilantes devidamente credenciados e qualificados. O parlamentar ressaltou que o projeto visa corrigir uma injustiça histórica com esses trabalhadores, atualizando a legislação para refletir a realidade dos profissionais que atuam diariamente na linha de frente da segurança privada.
A CONTRASP, ao lado de demais entidades legítimas representativas dos trabalhadores, reafirma seu compromisso com a luta pela valorização da categoria, melhores condições de trabalho, modernização do armamento e segurança para todos os trabalhadores da segurança privada no Brasil.
A Confederação seguirá atuando de forma firme e incansável, buscando sensibilizar parlamentares e toda a sociedade sobre a importância da aprovação deste projeto, que representa não apenas um avanço legislativo, mas também um reconhecimento da essencialidade dos vigilantes na construção de um país mais seguro, mais justo e mais protegido.
Fonte: Contrasp – Confederação Nacional dos Vigilantes